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Panorama Covid-19: o ano de 2020 e a volta ao começo

Atualizado: 29 de Dez de 2020



O final de 2020 se aproxima e chega o momento de realizar um panorama da Covid-19.


Após cerca de nove meses lidando com as consequências sociais e econômicas da Covid-19, surge uma luz no fim do túnel.


Foram muitas mudanças impactantes e em caráter global. Foram meses e meses de estudos e pesquisas incessantes, a fim de minimizar ou sanar de uma vez por todas essa pandemia.


Covid-19 e a esperança de um recomeço


Em meio aos turbulentos meses de pandemia, temos motivos para ter esperança:

  • O início da vacinação contra a Covid-19 no Reino Unido, marcada para começar na terça-feira (08), segundo matéria publicada pelo G1.

  • Além do comportamento dos indicadores econômicos, com a sensação de voltar ao começo, mais precisamente ao mês de fevereiro.


Ninguém passou ileso ao ano de 2020


A edição da revista americana Time, a ser veiculada em 14 de dezembro, teve sua capa divulgada na página do Instagran do periódico.


A capa apresenta o ano de 2020 riscado com um enorme “x” em vermelho, com um texto da crítica de cinema Stephanie Zacharek, que classifica o ano de 2020 como o pior ano das nossas vidas.


A autora ressalta que a maioria das pessoas que estão vivas hoje, nasceram após grandes guerras, como por exemplo: a epidemia da gripe espanhola e a grande depressão.


Ao final, a autora comenta que quase ninguém passou ileso à sensação de impotência e incerteza diante do vírus.


Um vírus que impactou a vida ao redor do mundo, com um saldo que já supera 1,5 milhão de mortes.


A sensação de impotência e incerteza diante da Covid-19, também foi amplificada pelas diretrizes contraditórias das principais lideranças globais.


As angústias globais foram amplamente medidas pelos mais diversos prismas.


Covid-19 e os índices da IBOVESPA


Os índices das bolsas de valores, como tradicionalmente acontece, foram medidores fundamentais.


Esses indicadores rapidamente refletiram as expectativas em relação à evolução da doença, das vacinas e das medidas econômicas para contemporizar os graves efeitos provocados pelo avanço da Covid-19.

No Brasil


No caso brasileiro, a sensação de volta ao começo pode ser traduzida no comportamento do Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (IBOVESPA).


O IBOVESPA fechava o dia 21 de fevereiro, sexta-feira de Carnaval, em 113.681 pontos.


O cenário refletia a espera de uma agenda positiva do governo com o Congresso Nacional, da consolidação das medidas de ajuste fiscal e da manutenção de retomada do crescimento econômico do Brasil.


Tudo isso, contando com os ventos favoráveis do cenário internacional.


A partir daí, o índice mergulhou até 63.570 pontos, no dia 23 de março. Iniciou-se um movimento de recuperação mais forte até 30 de julho, quando atingiu 105.009 pontos.


Os indicadores recuaram novamente até 93.590 pontos, em 29 de setembro.


Para então, retomar a recuperação e atingir, na última sexta-feira (04), 113.750 pontos. Voltando assim, aos patamares da sexta-feira de Carnaval.


A recuperação dos preços no mercado de ações brasileiro

A recuperação dos preços no mercado de ações brasileiro está atribuída, em grande parte, às expectativas de retomada da atividade econômica global.


Além disso, há outros motivos para essa recuperação:

  • A proximidade da implementação da vacinação em massa da população no hemisfério norte;

  • A aprovação do plano de incentivos fiscais do governo norte-americano, consolidando o movimento de redução da aversão ao risco dos investidores estrangeiros em relação aos mercados emergentes.

Segundo dados publicados pelo ValorInveste, o fluxo de capital estrangeiro para a bolsa brasileira em novembro foi recorde, com superávit em 17 dos 18 pregões, registrando um saldo líquido positivo de R$ 31,5 bilhões.


Em 2020, a saída de capital estrangeiro soma R$ 53,4 bilhões.


Ao considerar o mercado primário, com entrada de R$ 19,6 bilhões até setembro, o fluxo externo na bolsa está negativo em R$ 33,8 bilhões em 2020.


Embora o volume de recursos direcionado ao mercado brasileiro ainda seja pequeno, quando comparado com outros países emergentes, o movimento de novembro representa um importante “voto de confiança” na condução dos principais assuntos internos.

Dentre eles, o crescimento dos casos da Covid-19, os riscos inflacionários e a questão fiscal.


Além de recuperar os preços das ações, este “voto de confiança” gera um importante impacto nas expectativas de inflação, ao reduzir o ritmo de desvalorização do real em relação ao dólar.


Nesta semana, o dólar PTAX encerrou a semana em R$ 5,1709, com uma queda de 3,34% na semana.


Em linha com a sensação de recomeço do ano de 2020, na última quarta-feira (03), o IBGE divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 7,7% no terceiro trimestre de 2020, quando comparado ao segundo trimestre de 2020, na série com ajuste sazonal.

A agropecuária caiu 0,5%, a indústria cresceu 14,8% e os serviços subiram 6,3%.


Entre as atividades industriais, destaca-se o crescimento de 23,7% das indústrias de transformação.


Também houve aumento para: eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (8,5%), construção (5,6%) e indústrias extrativas (2,5%).


Nos setor de serviços, todas as atividades cresceram:

  • Comércio (15,9%)

  • Transporte, armazenagem e correio (12,5%)

  • Outras atividades de serviços (7,8%)

  • Informação e comunicação (3,1%)

  • Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (2,5%)

  • Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,5%)

  • Atividades imobiliárias (1,1%).

Pela ótica da despesa, a Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 11,0% em relação ao trimestre imediatamente anterior.


A Despesa de Consumo das Famílias teve expansão de 7,6% e a Despesa de Consumo do Governo cresceu 3,5%.


Já as Exportações de Bens e Serviços tiveram queda de 2,1%, enquanto as Importações de Bens e Serviços caíram 9,6% em relação ao trimestre anterior.


Em relação a igual período do ano anterior, o PIB caiu 3,9% no terceiro trimestre de 2020, sendo a terceira queda consecutiva nessa comparação.


Entre as atividades, a agropecuária cresceu 0,4% em relação a igual período de 2019.


Este resultado explica-se, principalmente, pelo crescimento da produção e ganho de produtividade da agricultura, que suplantou o fraco desempenho da pecuária e da pesca.

Já a indústria, teve queda de 0,9%, com as indústrias de transformação apresentaram variação negativa de 0,2%.


A atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos, por sua vez, cresceu 3,8%, incentivada pela melhora nas bandeiras tarifárias, que se mantiveram verdes por todo o trimestre.


As indústrias extrativas cresceram 1,0% em relação ao terceiro trimestre de 2019, puxadas pelo crescimento da extração de petróleo e gás. Já os serviços caíram 4,8% frente ao mesmo período de 2019.


A Despesa de Consumo das Famílias caiu pelo terceiro trimestre seguido (-6,0%), influenciada pela pandemia de Covid-19, que afetou negativamente o mercado de trabalho, provocou queda na oferta e demanda de serviços com peso relevante no consumo das famílias.


A Formação Bruta de Capital Fixo caiu 7,8% no terceiro trimestre de 2020.


A magnitude deste recuo é justificada pela queda na produção e importação de bens de capital, assim como pela queda na Construção.


No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços caíram 1,1% e as Importações de Bens e Serviços caíram 25,0% no terceiro trimestre de 2020.


Em termos de perspectivas, o desafio do Brasil está em aproveitar o “voto de confiança”.


Assim, tornar este recomeço tão exitoso como se esperava lá em fevereiro, com uma agenda que demonstra assertividade na construção do plano de vacinação, bem como do orçamento para 2021, privilegiando a responsabilidade fiscal e evitando a frustração das expectativas dos investidores estrangeiros.

Marco Antônio dos Santos Martins.












Professor do DCCA da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS, Doutor em Administração, com ênfase em Finanças e Mestre em Economia pela UFRGS.


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